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Ao longo dos diversos capítulos deste livro, foi possível descrever, analisar e compartilhar idéias, propostas e experiências em torno da implantação de políticas e ações orientadas para a Gestão do Conhecimento. As duas instituições focalizadas – SERPRO e ESAF – não só manifestam intenções de implantar e consolidar práticas de Gestão do Conhecimento, como também já se constituem, sob alguns aspectos, em “benchmarking” nesta área para outras organizações. O SERPRO, por sua visão estratégica de passar de uma empresa focada na informação para uma empresa focada no conhecimento e de como implantar políticas e processo de Gestão do Conhecimento; a ESAF, como instituição atuante no ambiente educacional, percebendo sua vantagem competitiva como prestadora de serviços no processo de educação corporativa de outras organizações, sobretudo no setor público
Embora as duas instituições sejam de natureza pública, ambas refletem um novo pensamento que passa a ser cada vez mais evidente no meio organizacional (público e privado): as empresas passam a perceber o conhecimento como o seu principal ativo a ser administrado nos próximos anos. Para tanto, é necessário passar por mudanças e rompimentos de paradigmas culturais e organizacionais, que criem condições favoráveis à implantação da Gestão do Conhecimento. Entre estas condições, destacam-se:
- uma visão estratégica do negócio, percebendo o conhecimento como um (novo) recurso que propiciará vantagem competitiva e perpetuidade nos propósitos da organização;
- uma cultura organizacional favorável ao ambiente de inovação e criatividade, estimulando as práticas de Gestão do Conhecimento;
- um modelo de gestão de natureza flexível, propiciando agilidade e adaptabilidade diante das mudanças do ambiente externo que exigem um permanente aprendizado organizacional;
- uma infraestrutura de tecnologia, sobretudo na área de gestão da informação, que facilite e agilize o uso de bases de dados e da conversão de conhecimento tácito em conhecimento explícito;
- e, por último e talvez o mais importante, para alavancar todas as condições acima, uma liderança pró-ativa e visionária que estimule permanentemente a busca de novos conhecimentos e que priorize o capital humano da organização como seu principal
ativo.
Uma vez atendidas as condições favoráveis à implantação da Gestão do Conhecimento, esta vai se materializar no dia-a-dia das organizações através de um conjunto de práticas integradas, cada qual visando cumprir uma ou mais das seguintes funções:
- para criar e disseminar o conhecimento, deve-se implantar metodologias de Aprendizagem Organizacional e de Educação Corporativa;
- para codificar e organizar o conhecimento, deve-se implantar metodologias e práticas de Gestão de Competências;
- para mensurar o valor do conhecimento, deve-se implantar metodologias de Gestão do Capital Intelectual;
- e para monitorar e orientar as decisões estratégicas da empresas baseadas cada vez mais no conhecimento, deve-se implantar mecanismos de Inteligência Empresarial.
Para estimular o leitor, recomendamos uma reflexão final sobre a sua organização, em termos da situação gerencial em que a mesma se encontra atualmente e as perspectivas e desafios para a mesma nos próximos anos. Certamente as idéias e práticas de Gestão do Conhecimento, reportadas ao logo do texto, em muito irão contribuis para a orientação das decisões estratégicas a serem tomadas por esta organização. Uma vez decidida a caminhar nesta direção, esta organização já estará entrando nos paradigmas da nova Sociedade do Conhecimento. E cada um dos seus colaboradores será um “trabalhador do conhecimento”, com perspectivas cada vez mais de sua auto-realização pessoal e profissional.
Fazemos nossas as palavras do compositor Beto Guedes: “A lição sabemos de cor...só nos resta aprender!”
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