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A tendência atual é que as empresas tenham seus representantes internos da área de segurança, que possam interagir com empresas terceirizadas, realmente especializadas no assunto. Os centros de especialização trabalham internamente e atuam em parceria com grandes empresas, que tenham as soluções de segurança como atividade principal. Os planos de contingência e as soluções são discutidas e planejadas em conjunto e a empresa terceirizada coloca tudo em prática. Dessa forma, a qualidade dos serviços é garantida e a economia de tempo e dinheiro é grande. Acompanhando as tendências de mercado, o Serpro criou, este ano, o CESE - Centro de Especialização em Segurança -, que nasceu da fusão do CESEG - Centro de Segurança - com o CEA - Centro de Especialização em Antivírus. Sérgio Peixoto Mendes, chefe da Divisão Operacional e Tecnológica da Superintendência de Atendimento a Clientes - SUPAC, conta que, em termos estruturais, todas as atividades estão sendo mapeadas e as informações concentradas na intranet do Serpro, para que qualquer empregado possa consultar. "Nossas ações anteciparam e preveniram uma série de eventos de contaminação. Além disso, mantemos alguns veículos de comunicação ativos que são os boletins e os informes técnicos, através dos quais divulgamos notícias relacionadas ao assunto segurança (periodicidade semanal) e damos comandos de ações para os administradores das nossas 700 redes externas", explica. Ao planejar a criação do Centro, a idéia era torná-lo referencial de excelência, tendo como missão principal garantir a segurança da informação com ênfase em redes locais, sem perder a visão corporativa que exige ações tanto no âmbito interno quanto externo (clientes). Foram estabelecidos alguns fatores críticos para o sucesso - conhecimento das principais vulnerabilidades, domínio de algumas ferramentas e de técnicas de auditoria - e um objetivo de prover o Serpro e clientes de uma estrutura capaz de propor normas, planejar e organizar a implantação e manutenção de soluções voltadas à segurança. Sérgio enfatiza o envolvimento direto da alta direção da Empresa com o assunto, que liberou investimentos para a elaboração da Política de Segurança. "Houve engajamento do nosso comitê de segurança e muitas ações já estão mapeadas. Estamos na fase de implantação em âmbito nacional e multi-superintendência, mas ainda falta superar alguns obstáculos e percorrer boa parte do caminho". Quanto à prioridade da questão, Sérgio é enfático: "diria que só não é maior do que a necessidade dos nossos clientes, que é a nossa principal força motriz".
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