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Bastou um curso preparatório para leiloeiro de pregões presenciais.
A partir daí, a curiosidade foi crescendo e o caminho para o Pregão Eletrônico acabou
sendo mais do que natural. Foi assim que Ademir Mendonça, da Divisão de Licitações do
Ministério da Previdência, tornou-se um pregoeiro "de carteirinha", consciente
da agilidade e transparência que a nova modalidade de compra pode agregar às
Licitações. "Tivemos um curso preparatório no Ministério do Planejamento e Gestão específico para pregão presencial. Foram abordados também aspectos sobre o Pregão Eletrônico. Isso me fascinou muito, porque eu percebi a facilidade que teríamos para concluir um processo licitatório". Para Ademir, a ausência da presença física dos fornecedores na licitação determina se um processo vai demorar ou não, o que é um dos pontos positivos do pregão. "Quando eu me imaginei trabalhando à distância, aqui no Ministério, e os fornecedores em locais diferentes, percebi que não haveria qualquer tipo de contato prévio entre eles durante o processo", explica. Para ele, as facilidades não param por aí: "Além de termos a facilidade e a agilidade do Pregão Eletrônico, temos a comodidade de estarmos aqui apenas administrando o processo via Internet". Todas essas facilidades causaram em Ademir a vontade de experimentar a modalidade. E, de acordo com o pregoeiro, a primeira experiência já foi muito bem-sucedida. "O primeiro leilão que realizamos foi para aquisição de materiais de expediente. Foi uma surpresa, porque a maioria dos pregoeiros sempre limitou em 10 os itens em cada lote. Nós tínhamos um pregão de 128 itens e decidimos lançar sem dividi-lo em lotes. Fizemos e foi um sucesso". Ademir conta que o sistema atendeu adequadamente às necessidades e mesmo quando houve alguns problemas, a equipe do Departamento de Logística e Serviços Gerais - DLSG e o Serpro resolviam o problema de imediato, remotamente. O primeiro pregão chegou ao final com todos os itens cotados. Como a primeira impressão é a que fica, o ComprasNet vai virar o "site de compras de cabeceira" do Ministério da Previdência. "Para mim, o portal é uma inovação. Logo que começamos a trabalhar com ele percebemos primeiramente a intenção da administração como um todo de agilizar, facilitar e tornar transparente e cristalino o que há algum tempo era obscuro, que são as compras do governo. O ComprasNet está fazendo com que as nossas compras tenham mais qualidade e sejam mais públicas, aumentando nossa credibilidade", diz o pregoeiro. Os fornecedores também têm se mostrado bastante satisfeitos e, ao comparecerem ao Ministério para tirar algumas dúvidas, aproveitam para elogiar o trabalho e o acesso facilitado que possuem às Licitações. "Antes, o único canal que eles possuíam era o Diário Oficial e os jornais de grande circulação. Hoje, você acessa o ComprasNet a qualquer momento do dia, obtendo informações detalhadas de cada licitação em andamento, como estão os processos, quais são as empresas vencedoras e quais são os preços praticados no mercado". Ademir arrisca prever o futuro: "Se o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão continuar a investir no sistema, creio que isso vai fazer com que em um curto espaço de tempo tenhamos concentrado no site a melhor maneira de se adquirir e negociar com a Administração Pública."
A contribuição dos sistemas Essa animação tem motivo. Por trás de toda a estrutura que viabiliza as compras via Internet estão sistemas desenvolvidos pelo Serpro, que, sob a orientação e gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, tornam a operação ainda mais automatizada e segura. Quando o SICAF foi criado, a quantidade de documentos a ser apresentada durante um pregão foi sensivelmente reduzida. Ainda na fase do processo de licitação tradicional, as tomadas de preços, concorrências e convites já tinham processos menos burocráticos e com menor "quantidade de papel", o que tornava um pouco mais ágil o andamento da compra. A diferença em relação ao pregão foi a inversão das fases de validação dos fornecedores. "Antigamente, isso retardava o processo e gerava confusão", explica Ademir. "Hoje, com os pregões, houve uma inversão de fases e, em vez de validar-se todos os concorrentes - como acontecia no modelo anterior -, passou-se a trabalhar primeiramente abrindo as propostas de preços e posteriormente analisando a documentação da empresa vencedora. Isso é feito on-line, através do SICAF".
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